Retro-Análise: Paper Mario (Nintendo 64)

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Retro-Análise: Paper Mario (Nintendo 64)

Mensagem por Hickmorais em Sex 25 Abr 2008, 13:33

Ano de lançamento: 2001
Plataforma: Nintendo 64
Desenvolvedora: Intelligent Systems (Nintendo)
Gênero: RPG



Considerado o “sucessor espiritual” de Super Mario RPG, este foi um dos poucos títulos do gênero RPG lançados para o N64, além de ser um dos últimos grandes games do console. E um dos melhores de toda a sua biblioteca!



A história se repete

O enredo deste título não tem muita coisa de diferente em relação aos demais jogos de Mario: o infame Bowser capturou a princesa Peach pela 275628798ª vez e cabe ao encanador mais famoso do planeta a tarefa de resgatá-la. Contudo, Bowser tem uma arma diferente desta vez: um bastão chamado Star Rod, um instrumento mágico que realiza os (bons) desejos das pessoas e que é guardado em Star Haven, por sete estrelas denominadas Star Spirits. Como Bowser nunca teve seus desejos atendidos, já que ele só deseja o mal, ele resolveu capturar os Star Spirits e roubar o Star Rod, a fim de ter todos os seus desejos realizados. Com tal poder em mãos, o vilão se torna praticamente invencível e a única esperança de Peach e do Reino do Cogumelo é que Mario salve os Star Spirits, restabeleça seu poder e derrote Bowser.


Finalmente, o momento que Mario esperou a vida toda...


... até que o estraga-prazer resolver acabar com a alegria.

Jogabilidade

Um dos pontos altos do jogo. Como foi dito acima, este jogo é um RPG, onde você enfrenta, em turnos, os inimigos que surgem no caminho e acumula experiência e dinheiro. Felizmente, este jogo não possui batalhas aleatórias, você pode evitar a grande maioria dos confrontos, o que dá uma boa agilidade ao jogo (embora você acumule menos experiências se evitar muitas batalhas, mas essa é uma decisão que o jogo passa ao jogador).

Inicialmente, Mario limita-se a atacar com pulos, mas no decorrer do jogo, poderá utilizar também um martelo, diversos itens, ataques especiais e o poder das Star Spirits, além de evoluir seus ataques básicos. Ao vencer seus inimigos, Mario recebe dinheiro, algum item (às vezes) e, mais importante, recebe Star Points. Cada vez que acumula 100 Star Points, Mario ganha um nível e tem o direito de evoluir um de seus atributos: HP (energia), FP (utilizado em seus ataques especiais) ou BP (que permite a você utilizar mais badges). A forma como evolui seus atributos é fundamental para sua estratégia de jogo e faz com que seu personagem possua características únicas.

Uma característica bastante interessante do gameplay e que foi herdada de Super Mario RPG é o action command. O action command consiste em apertar um botão ou realizar um determinado comando no momento exato. Caso você consiga fazer um action command, seu ataque terá um boost ou, se for no momento de defesa, seu personagem sofrerá menos dano ou até mesmo se esquivará do golpe! Um dos exemplos mais comuns do action command é com o ataque de pulo: se você apertar o botão A logo antes de atingir seu adversário, Mario dará um segundo pulo, causando mais estrago.

Outra característica muito bem implementada é o sistema de badges. Badges são pequenos distintivos encontrados ao longo do game e que têm as mais diversas funções. Alguns dão um ataque especial de pulo, outros de martelo, enquanto outros servem para aumentar sua defesa, aumentar as chances de Mario se esquivar de um ataque, ou de ganhar mais dinheiro, etc. Existem badges das mais diversas funções e cabe ao jogador decidir quais se adaptam melhor ao seu estilo de jogo. Além disso, cada badge ocupa um determinado número de BP (que como foi explicado mais acima, é um dos atributos de Mario) e você deve levar isso em conta também ao equipá-los.

O gameplay possui vária outras características: além de Mario, você controla também um parceiro (você encontra alguns ao longo de sua jornada), sendo que cada um de seus amigos possui características e ataques próprios, além de seus pontos fracos. Você deve descobrir em qual situação cada um de seus parceiros se sai melhor. Além disso, a cada Star Spirit recuperado, Mario ganha um “pedaço” de Star Meter e um novo poder, que funciona mais ou menos como se fossem os ataques mágicos do jogo. Utilizar bem todos estes elementos é a chave para se dar bem na aventura, tornando o jogo extremamente variado e divertido.





Mario de papel

Mas não é só a jogabilidade que é um destaque no jogo: os gráficos são um show à parte! Inicialmente, percebe-se logo o porquê do jogo chamar-se Paper Mario: todos os personagens são 2d e são fininhos como se fossem tiras de papel. O visual do jogo é um dos mais belos vistos no N64, com cenários extremamente coloridos e bem-definidos. O visual colorido e os personagens de papel dão todo um clima de livro infantil ao jogo, o que só faz torná-lo mais “mágico”. As paisagens que Mario atravessa são extremamente variadas, indo desde a Toad Town até lugares únicos, como um deserto e um vale cheio de neve, todos muito ricos em detalhes. Embora os personagens e a jogabilidade sejam em 2d, os cenários são todos em 3d, causando o chamado efeito 2.5d

Em relação às músicas, elas também cumprem muito bem seu papel: cada local tem sua própria música, que sempre tenta passar o “clima” da área. A música da ilha dos Yoshis, por exemplo, possui uma animada batida em ritmo tropical. Além dos cenários, cada um dos chefes também possui uma melodia única. Não bastassem as músicas originais, é possível ouvir, em determinados momentos do jogo, versões de músicas clássicas da série.




Uma aventura em Mushroom Kingdom

Como todos os RPGs, Paper Mario é relativamente longo. Para recuperar os Star Spirits e derrotar Bowser, prepare-se para enfrentar umas 20 horas de jogo. Mas, caso queria completar todas as side-quests, esse tempo pode aumentar muito, pois o jogo oferece inúmeras atividades além da história principal: você tem que descobrir várias receitas culinárias (que possuem diversos efeitos), prestar favores ao ancião da vila dos koopas, responder ao quiz, encontrar vários pedaços de estrela, entregar cartas, etc. São inúmeras tarefas a realizar, que se encaixam perfeitamente no desenrolar da história e são muito divertidas de fazer. Aliás, mesmo que você já tenha cumprido todas as tarefas que o game disponibiliza, só parar e ficar admirando suas belas paisagens já vale à pena.
Esse jogo teve uma seqüência, lançada para Game Cube em 2004, com o título Paper Mario: The Thousand-Year Door.

Confira mais algumas imagens deste belo jogo (em todos os sentidos):



Pois é galera, zerei de novo esta obra-prima e resolvi compartilhar algumas informações com vocês, espero que gostem deste review. Este jogo foi o principal motivo para eu adquirir um N64 e não me arrependo nem um pouco. Não sei como ele funciona em emulador (não entendo nada de emulação), mas ele está disponível no Virtual Console do Wii por 1000 pontos. Garanto que vale cada centavo!

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